sexta-feira, 26 de junho de 2009

Sem Reservas

Eu sou fã assumida das comédias românticas, até mesmo as mais “água com açúcar”. E posso afirmar que o filme “Sem Reservas” (2007) foge um pouco à regra desse gênero cinematográfico. O longa é simpático e encantador, sem precisar apelar ao romantismo exagerado. Esse é com certeza o ponto mais forte da produção.

“Sem Reservas” foi inspirado no filme alemão “Simplesmente Martha” (2001), e contém roteiro semelhante e até mesmo algumas sequências idênticas. Eu não assisti ao longa alemão, mas pelo que alguns críticos de cinema dizem, “Sem Reservas” é melhor e possui atores mais carismáticos.

O roteiro de Carol Fuchs, baseado em história de Sandra Nettelbeck, é muito interessante, apesar de simples. A trama gira em torno da vida de uma famosa chef de cozinha de um dos mais
chiques restaurantes de Nova York, chamada Kate Armstrong (Catherine Zeta-Jones). Completamente voltada ao trabalho, ela é perfeccionista e chega a intimidar as pessoas ao seu redor. Quando um novo sub-chef é contratado no restaurante, Kate quase enlouquece. Nick (Aaron Eckhart) é o oposto da chef: animado, gosta de fazer piadas o tempo inteiro e de ouvir ópera enquanto trabalha. É quando começam a surgir conflitos entre ele e Kate, que no fim acabam levando os dois a se apaixonarem e a aprenderem a conviver com as diferenças. Em meio a isso, a irmã de Kate morre em um acidente de carro e ela precisa cuidar, de uma hora para outra, de sua sobrinha de 9 anos, Zoe (Abigail Breslin). No começo, a convivência entre as duas é bastante complicada, pois uma não sabe lidar direito com o jeito da outra, e vice-versa. Demora muito até as duas conseguirem quebrar o gelo e se darem bem.

Um dos grandes méritos do filme são as atuações. Catherine Zeta-Jones está muito bem como a mulher sem vida pessoal, controladora, obsessiva, que só pensa em trabalhar mais e mais, vive estressada e mal humorada. Ver a transformação da personag
em em uma pessoa mais doce ao longo do filme é muito legal. Já Aaron Eckhart está demais como o funcionário descontraído e empolgado, que consegue conquistar a todos no ambiente de trabalho. Zoe, interpretada pela fofíssima Abigail Breslin (que atuou em Miss Sunshine) encanta a todos que assistem ao filme.

A direção de Scott Hicks pode ser considerada leve, sem cortes repentinos ou que choquem o espectador. Pelo contrário: vemos em “Sem Reservas” uma direção simples, com movimentos de câmera sutis.

“Sem Reservas” não foge à regra das comédias românticas em um quesito: o final feliz. Mas é um filme tão gostoso de assistir, com uma história tão boa, que vale a pena perder algum tempinho para ver o longa!



Por Tabata Viapiana

sábado, 20 de junho de 2009

2012

Há 2.000 anos atrás os maias profetizaram uma mudança de eixo na terra que culminaria no apocalipse. Diversos místicos, religiosos e até mesmo cientistas estão atrás de rastros deixados por profetas do passado, pois 2012 se aproxima.

É a partir dessa idéia que o diretor alemão Roland Emmerich se baseou para dirigir o longa 2012.O filme promete chocar o planeta com imagens de vários países inteiros destruídos. Até o Cristo Redentor desaba do Corcovado se despedaçando.

A trama do filme não é muito diferente dos outros filmes do diretor. Independence Day e O dia depois de amanhã também possuem a mesma temática catastrófica.

O filme tem estréia prevista para novembro, mas na internet há uma lista de sites sobre a catástrofe, como www.doismiledoze.com/, www.porque2012.com/, http://www.umanovaera.com/


Confira também o trailler:



Por Francieli Santos

terça-feira, 16 de junho de 2009

Wimbledon - O Jogo do Amor


Wimbledon – O Jogo do Amor (2004) é uma típica comédia romântica, daquelas que a gente sabe que vai ter final feliz, mas assiste mesmo assim para acompanhar como esse final vai se desenrolar. É um filme doce, que fala de amor de uma forma leve e bem-humorada, e que pode até emocionar o espectador em alguns momentos.

A história é sobre o tenista Peter Colt (Paul Bettany, numa bela atuação), que está em decadência em sua carreira e é convidado para disputar o maior torneio do tênis mundial na Inglaterra (Wimbledon), o que pode ser a última competição de sua carreira. Lá, ele conhece e se apaixona pela jovem tenista Lizzie Bradbury (Kirsten Dunst), a mais nova estrela do tênis feminino. Com essa paixão, Colt se entusiasma e começa a ganhar várias partidas, voltando a ter destaque na mídia e se encaminhando para disputar as finais da competição.

A partir disso, a trama se desenvolve em meio a confusões provocadas por personagens inusitados, que dão um tempero a mais de humor ao longa, como o pai de Lizzie, que não quer que ela perca o foco da competição e a proíbe de ver Peter; um tenista oportunista, que tenta se aproximar de Lizzie para chamar atenção da mídia; um ex agente de Peter que o abandonara, mas que volta querendo o agenciar de novo; o irmão de Peter que adora jogos de aposta, mas sempre apostava que o irmão ia perder; e até mesmo os pais do tenista, que assistem ao torneio passando por uma crise conjugal (divertidíssimas as cenas do casal).

O roteiro é simples, e ao mesmo tempo bem montado, e possui uma linha humorística na medida certa. Além disso, consegue combinar as cenas românticas do casal principal, com os momentos dedicados aos jogos de tênis. Aliás, esse é o grande trunfo do filme e do diretor Richard Loncraine: apostar em um cenário altamente atrativo (o tênis) e que ainda é pouco explorado pelo cinema mundial. O torneio de Wimbledon é pano de fundo do romance de Peter e Lizzie, porém as grandes cenas do longa são exatamente as das partidas decisivas e imprevisíveis da competição.

Wimbledon – O Jogo do Amor é um ótimo filme para quem ainda acredita no amor, ou para quem é fã de tênis. Ele consegue misturar o sofrimento de um casal que se ama, mas que não pode expor seu amor, priorizando à carreira profissional e que lança mão de saídas escondidas no meio da madrugada, com a disputa de um torneio tão importante como Wimbledon, em meio a saques, pontos perdidos ou ganhos, e concorrentes de todos os níveis. É um filme realmente encantador!


Por Tabata Viapiana

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Once - Apenas Uma Vez

“Com que frequencia você encontra a pessoa certa? Apenas uma vez!”

Se eu pudesse escolher apenas uma palavra pra descrever o romance irlandês “Once” seria simplicidade. Sim, tudo no filme é de uma simplicidade imensa: Roteiro, cenários e figurinos.

O longa foi produzido com orçamento curtíssimo. Nesse ponto, méritos do diretor e roteirista John Carney. Ele conseguiu criar planos e cenas maravilhosas, usando muitas vezes som e luz ambiente. Isso deixou o filme com um aspecto bastante realista. A fotografia (cheia de brilhos e contrastes) e a edição de som são quase inexistentes, e aparecem de forma discreta. O posicionamento de câmera e alguns enquadramentos podem incomodar à primeira vista, por parecerem meio amadores. Mas é aí que o público percebe o ar documental que rodeia a produção que nos faz entender que aquele tipo de filmagem é intencional sim. Eu consegui ver o filme como um documentário de uma história de amor nascendo e acontecendo.

“Once” é um filme romântico – super romântico, aliás, e muito humano. Baseado num roteiro simples (que não é o ponto forte do longa) e fugindo de clichês já comuns no cinema, a história é encantadora. O casal principal consegue cativar a platéia.

A trama é a seguinte: Guy (Glen Hansard) é um cantor de rua de Dublin, na Irlanda, que ajuda seu pai numa oficina. Nos momentos de folga, ele ganha um dinheirinho extra tocando nas ruas músicas famosas ou composições próprias. Guy aproveita esses momentos para extravasar seus sentimentos e sua solidão, pois acabara de ser abandonado pela namorada. Um dia, uma moça tcheca, Markéta (Markéta Irglová) pára e fica admirando Guy tocar. Os dois começam a conversar. Markéta também canta e toca instrumentos e por isso, os dois começam a se aproximar cada vez mais. É a partir daí que o público passa a torcer para que o casal fique junto. Não vou contar o final, é claro, mas ele é capaz de fechar com chave de ouro um filme tão doce.

A meu ver, “Once” não seria tão brilhante se não fosse a interpretação dos novatos Glen Hansard e Markéta Irglová. Ela com um sorriso infantil e um olhar meigo, e ele com seu ar despreocupado e sonhador. Os dois tiveram atuações emocionantes. Conseguiram dar realidade aos seus personagens e criaram uma bela química entre o casal, o que garantiu o sucesso da produção.

A trilha sonora é um destaque a parte. Não que o filme seja um musical, mas ele é daqueles em que
a trilha sonora ajuda – e muito! – a contar a história. As músicas são belíssimas (a maioria é de composição dos atores principais), inclusive “Falling Slowly” foi vencedora do Oscar de Melhor Canção em 2008.

“Once” não é de longe uma super-produção, mas tem um conjunto de elementos bem construídos que o tornam um filme excelente e diferente dos demais. Vale a pena assistir mesmo!


Por Tabata Viapiana

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Um clássico!


Quem nunca ouviu falar em “E o vento levou”? Esse clássico nunca saiu da memória do público, e não por pouco, é o segundo filme com maior indicação ao Oscar, somando 13. Encantador! Se pudesse usar apenas uma palavra para descrevê-lo seria essa. E olha que hoje não é fácil que um filme prenda o telespectador por quatros horas em frente a televisão. “E o vento levou” consegue e ainda deixa um gostinho de quero mais. Conta a história de uma jovem mimada, Scarlett O'Hara (Vivien Leigh), que sempre teve todos os homens aos seus pés, mas não seu amado, que acabou se casando com outra. Misturada a esse drama água com açúcar começa a Guerra Civil dos Estados Unidos e a jovem acaba conhecendo a crueldade do mundo. Longe de casa ela enfrenta todo o rastro deixado pela guerra, conhece a pobreza e a fome. Casa-se duas vezes e se torna viúva em ambas, constrói uma grande riqueza dentro das possibilidades da situação. Ainda assim casa-se pela terceira vez com Rhett Butler (Clark Gable), esse era um malandro mal visto pela sociedade da época que sempre foi apaixonado por Scarlett e a quem ela nunca deu valor, ao longo do filme Rhett sempre esteve ao seu lado em todos os momentos em que ela precisou e em troca só recebia seu desprezo. O final eu não vou contar né? Além do ótimo argumento, tem uma fotografia maravilhosa com cores cheias de vida e cenários capazes de impressionar até hoje. O figurino também merece atenção especial: dá vontade de voltar no tempo! “E o vento levou” é apaixonante...


por Simone Bremm

terça-feira, 2 de junho de 2009

Os novos Shrek, Kung Fu Panda e Madagascar

A Dreamworks anunciou a data de chegada de algumas aguardadas sequências de seus sucessos. O filme Shrek Forever After, por exemplo, chegará nos cinemas em 21 de maio de 2010 e The Kaboom of Doom, a nova aventura de Po (Kung Fu Panda) tem previsão de estreia para 3 de junho de 2011. Já Madagascar 3 ainda não tem título oficial, mas sua exibição está prevista para 2012. Um detalhe muito importante: todos em cópias 3D digital.

by: Patrícia Sheisi