quinta-feira, 4 de junho de 2009

Once - Apenas Uma Vez

“Com que frequencia você encontra a pessoa certa? Apenas uma vez!”

Se eu pudesse escolher apenas uma palavra pra descrever o romance irlandês “Once” seria simplicidade. Sim, tudo no filme é de uma simplicidade imensa: Roteiro, cenários e figurinos.

O longa foi produzido com orçamento curtíssimo. Nesse ponto, méritos do diretor e roteirista John Carney. Ele conseguiu criar planos e cenas maravilhosas, usando muitas vezes som e luz ambiente. Isso deixou o filme com um aspecto bastante realista. A fotografia (cheia de brilhos e contrastes) e a edição de som são quase inexistentes, e aparecem de forma discreta. O posicionamento de câmera e alguns enquadramentos podem incomodar à primeira vista, por parecerem meio amadores. Mas é aí que o público percebe o ar documental que rodeia a produção que nos faz entender que aquele tipo de filmagem é intencional sim. Eu consegui ver o filme como um documentário de uma história de amor nascendo e acontecendo.

“Once” é um filme romântico – super romântico, aliás, e muito humano. Baseado num roteiro simples (que não é o ponto forte do longa) e fugindo de clichês já comuns no cinema, a história é encantadora. O casal principal consegue cativar a platéia.

A trama é a seguinte: Guy (Glen Hansard) é um cantor de rua de Dublin, na Irlanda, que ajuda seu pai numa oficina. Nos momentos de folga, ele ganha um dinheirinho extra tocando nas ruas músicas famosas ou composições próprias. Guy aproveita esses momentos para extravasar seus sentimentos e sua solidão, pois acabara de ser abandonado pela namorada. Um dia, uma moça tcheca, Markéta (Markéta Irglová) pára e fica admirando Guy tocar. Os dois começam a conversar. Markéta também canta e toca instrumentos e por isso, os dois começam a se aproximar cada vez mais. É a partir daí que o público passa a torcer para que o casal fique junto. Não vou contar o final, é claro, mas ele é capaz de fechar com chave de ouro um filme tão doce.

A meu ver, “Once” não seria tão brilhante se não fosse a interpretação dos novatos Glen Hansard e Markéta Irglová. Ela com um sorriso infantil e um olhar meigo, e ele com seu ar despreocupado e sonhador. Os dois tiveram atuações emocionantes. Conseguiram dar realidade aos seus personagens e criaram uma bela química entre o casal, o que garantiu o sucesso da produção.

A trilha sonora é um destaque a parte. Não que o filme seja um musical, mas ele é daqueles em que
a trilha sonora ajuda – e muito! – a contar a história. As músicas são belíssimas (a maioria é de composição dos atores principais), inclusive “Falling Slowly” foi vencedora do Oscar de Melhor Canção em 2008.

“Once” não é de longe uma super-produção, mas tem um conjunto de elementos bem construídos que o tornam um filme excelente e diferente dos demais. Vale a pena assistir mesmo!


Por Tabata Viapiana

Um comentário:

  1. texto fluente
    ainda os muitos elogios - brilhante, excelente...pode ser q seja o seu estilo, mas continuo dizendo q é bom economizar...

    mas
    " A trilha sonora é um destaque a parte..." não é redundante?

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