Com enredos e roteiros surpreendentes, Woody Allen é um diretor que sabe explorar de maneira majestosa as relações humanas, o conflito moral, as diferentes essências de personalidades e atitudes do ser humano. Além disso, é especialista na arte de fazer humor com ironia fina e inteligente. A carreira desse diretor, que além de tudo também é roteirista, ator e às vezes “brinca” de ser músico, surpreende os mais embasados críticos da sétima-a
rte. Allen é um cineasta que traz consigo uma marca quase inigualável: uma média de 1 filme por ano, o que representa um acervo cinematográfico de 46 filmes (contanto aqueles em que dirigiu, que foi roteirista, ou que atuou).
Woody Allen teve contato com o mundo do artístico muito jovem. No ano de 1955, aos 20 anos, já escrevia para programas de TV, trabalho que perduraria por mais 5 anos. Seu contato mais próximo com o cinema aconteceria no ano de 1962, quando Allen escreveu o roteiro do curtametragem “The Laughmaker”. Três anos mais tarde, já em 1965, o cineasta escreveu seu primeiro filme: “O que há de novo, gatinha”. Além de ser o roteirista, Allen também atuou no filme. Esse seu primeiro filme trabalha muito com a comédia e o humor, característica bastante marcante no início de sua trajetória como diretor. Sua estreia é marcada por muitas sátiras ao período e é considerada uma das melhores comédias.
Seguindo cronologicamente, Woody Allen parte para seu segundo filme, “O que Há, Tigresa?” (1966), que apresenta uma redublagem de um filme de espionagem japonês, que, seguindo a linha até então apresentada, também trabalha com a sátira de espiões japoneses. No ano seguinte, 1967, o diretor encara novamente um personagem em um filme: “Cassino Royale”, em que interpreta : Jimmy Bond e Dr. Noah. O filme é dirigido por 5 diretores e começa a ajuda a contar a já conhecida história de 007.
O diretor começa a ser notado em seu 4º filme, “Um assaltante bem trapalhão” (1969), que é indicado para o prêmio Guild of America, USA, como a melhor comédia escrita diretamente para tela. Woody Allen, além de roteirista, também empresta seu trabalho como ator ao filme, no papel de Virgil Starkwell. Dois anos mais tarde, Allen, novamente atuando e dirigindo, produz o filme “Bananas”, que conta a história de um trabalhador que é apaixonado pela ativista, que o despreza por sua pouca expressão dentro da sociedade. Aí começa a se desenvolver de maneira um pouco mais clara a abordagem das relações humanas, o que seria uma das marcas principais no trabalho do diretor.
No ano seguinte, 1972, Woody Allen trabalha como roteirista e como ator no filme “Sonhos de um Sedutor”. A trama se desenvolve ao redor de um crítico de cinema que é abandonado pela mulher e se vê numa situação em que não encontra a melhor saída. O personagem idolatra um filme em especial, “Casablanca”, o que demonstra a forte relação de Allen com o cinema americano da década de 40. O enredo do filme continua e o personagem principal acaba tendo um interesse pela mulher de um amigo e aí se vê numa encruzilhada moral (outra característica bastante marcante do trabalho do roteirista).
Em seu 7º filme, o diretor fala de um tema também constante em suas obras: o sexo. Tendo como título “Tudo que você sempre quis saber sobre sexo mas tinha medo de perguntar”, a produção trata, obviamente, de assuntos relacionados ao comportamento sexual dos homens em suas relações. Além disso, Allen trabalha com o humor, outra constante de sua obra. E, como não dizer, ao final há também uma analogia racional ao comportamento humano: quando o corpo é comparado com uma máquina.
No ano de 1973, Woody Allen dirigiu, atuou e produziu o roteiro de “O dorminhoco”, filme que conta a história de um saxofonista que, após 200 anos congelados, retorna à vida em um período totalmente diferente ao que estava acostumado viver. A obra é trabalhada sempre com muito humor, mas traz à tona questões questionadoras, como o fato de o tal homem congelado, ao acordar, encontrar toda uma sociedade controlada por um “Grande Líder”, ditador que controla a vida de todos os demais membros dessa sociedade. Outra grande característica do autor é revelada aí: levantar grandes questionamentos, mesmo que imersos de muito humor e sátiras, talvez, um pouco forçadas.
“A última noite de Boris Grushenko”, de 1975, conta a história de Boris Grushenko (interpretado pelo próprio Woody Allen), um covarde que busca o amor de um prima, que, por sua vez, é apaixonada por seu irmão, Igor. Boris é mandado para a Guerra e, ao voltar, vive um “romance” com Sonja (sua prima) e planejam um matar Napoleão Bonaparte para acabar com a guerra. Um ponto importante desde filme é a ênfase que ele dá para a questão da morte, que também é tema muito recorrente dos trabalhos de Woody Allen.
Seu 10º filme, “Testa-de-ferro por acaso”, também interpretando, Woody Allen atua como caixa de restaurante, tornando-se testa-de-ferro de um de seus amigos, ao assinar os roteiros de um amigo seu que estava na “lista negra” do McCarthismo. O personagem acaba sendo usado também por mais 2 outros roteiristas, e a história tem seu ponto alto quando o tal “testa-de-ferro” também acaba entrando para a temida lista negra.
Em “Noivo Neurótico, Noiva Nervosa”, de 1977, Allen trabalha com uma comédia romântica que fala sobre relacionamentos amorosos. Também interpretando, ele demonstra ao longo do enredo várias situações vividas em um relacionamento a dois. O filme rendeu a Allen 3 indicações ao Oscar, vencendo em todas: Melhor Roteiro Original, Melhor Direção, Melhor Filme.
No ano seguinte, é a vez de “Interiores”, filme que aborda com grande sutileza e inteligência o distanciamento das relações pessoas. Mesmo com o convívio diário, Allen mostra como as pessoas (através de seus personagens) acabam se tornando estranhos uns para os outros ao deixar a comunicação de lado.
Já em 1979, Woody Allen faria um filme que entraria para a história de todos os seus filmes e de todo o cinema de uma forma geral. Foi lançado nesse ano “Manhattan”, que conta a história de um escritos divorciado que vê sua mulher se juntar a outra e publicar um livro sobre assuntos particulares ao seu relacionamento anterior. Além disso, o escritor acaba se envolvendo com uma jovem de apenas 17 anos, que é apaixonada por ele, mas muito nova. Este filme recebeu indicação ao Oscar de M
elhor Roteiro Original.
“Sonhos eróticos de uma noite de verão”, de 1982, conta a história de três casais que resolvem passar um tempo em uma casa de campo para discutir seus relacionamentos amorosos e também seus problemas sexuais. A história tem todo seu clímax a medida que os personagens revelam seus mais íntimos sentimentos e dão margem para que aflore as mais inesperadas paixões.
Outro filme importante na carreira de Woody Allen é “A rosa púrpura do Cairo”, de 1985. Também sendo indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Original, é um filme que trabalha muito com a fantasia, que é considerada por Woody Allen “muito mais interessante que a realidade”. O filme consiste na história mágica que acontece entre uma garçonete e o personagem de um filme, que acaba vindo à vida real, desconhecendo o mundo ao seu redor.
A maioria dos filmes de Woody Allen foram filmados em Nova York, cidade a qual o diretor sempre admirou e que servia de inspiração para os seus filmes. No entanto, puxando um pouco para a atualidade, verifica-se uma grande tendência (talvez uma curiosidade de trabalhar com outros ambientes) de Allen filmar seus filmes na Europa.
Match Point, de 2005, foi gravado em Londres e é considerado o seu melhor filme na década de 20. A história retrata um professor de tênis que vê-se numa enrascada ao se apaixonar por uma mulher fora do casamento, e a partir daí surgem mais problemas que só serão solucionados ao final.
Depois de Match Point o diretor ainda fez mais 3 filmes: Scoop – O Grande Furo (2006); O Sonho de Cassandra (2007); Vicky Cristina Barcelona (2008) e Whatever Works (que ainda não estreeou). Todos esses filmes possuem temáticas que abordam a personalidade dos personagens e mostram claramente seus conflitos e as inesperadas soluções encontradas.
Woody Allen é, sem dúvida, um dos mais brilhantes cineastas existentes e que consegue trabalhar temáticas complexas de maneira fácil e intrigante. Suas obras são de grande valor para quem buscar entender a personalidade e as relações humanas, nos mais diversos graus e loucuras que ela possa apresentar.
Por Cromo Produções
rte. Allen é um cineasta que traz consigo uma marca quase inigualável: uma média de 1 filme por ano, o que representa um acervo cinematográfico de 46 filmes (contanto aqueles em que dirigiu, que foi roteirista, ou que atuou).Woody Allen teve contato com o mundo do artístico muito jovem. No ano de 1955, aos 20 anos, já escrevia para programas de TV, trabalho que perduraria por mais 5 anos. Seu contato mais próximo com o cinema aconteceria no ano de 1962, quando Allen escreveu o roteiro do curtametragem “The Laughmaker”. Três anos mais tarde, já em 1965, o cineasta escreveu seu primeiro filme: “O que há de novo, gatinha”. Além de ser o roteirista, Allen também atuou no filme. Esse seu primeiro filme trabalha muito com a comédia e o humor, característica bastante marcante no início de sua trajetória como diretor. Sua estreia é marcada por muitas sátiras ao período e é considerada uma das melhores comédias.
Seguindo cronologicamente, Woody Allen parte para seu segundo filme, “O que Há, Tigresa?” (1966), que apresenta uma redublagem de um filme de espionagem japonês, que, seguindo a linha até então apresentada, também trabalha com a sátira de espiões japoneses. No ano seguinte, 1967, o diretor encara novamente um personagem em um filme: “Cassino Royale”, em que interpreta : Jimmy Bond e Dr. Noah. O filme é dirigido por 5 diretores e começa a ajuda a contar a já conhecida história de 007.
O diretor começa a ser notado em seu 4º filme, “Um assaltante bem trapalhão” (1969), que é indicado para o prêmio Guild of America, USA, como a melhor comédia escrita diretamente para tela. Woody Allen, além de roteirista, também empresta seu trabalho como ator ao filme, no papel de Virgil Starkwell. Dois anos mais tarde, Allen, novamente atuando e dirigindo, produz o filme “Bananas”, que conta a história de um trabalhador que é apaixonado pela ativista, que o despreza por sua pouca expressão dentro da sociedade. Aí começa a se desenvolver de maneira um pouco mais clara a abordagem das relações humanas, o que seria uma das marcas principais no trabalho do diretor.
No ano seguinte, 1972, Woody Allen trabalha como roteirista e como ator no filme “Sonhos de um Sedutor”. A trama se desenvolve ao redor de um crítico de cinema que é abandonado pela mulher e se vê numa situação em que não encontra a melhor saída. O personagem idolatra um filme em especial, “Casablanca”, o que demonstra a forte relação de Allen com o cinema americano da década de 40. O enredo do filme continua e o personagem principal acaba tendo um interesse pela mulher de um amigo e aí se vê numa encruzilhada moral (outra característica bastante marcante do trabalho do roteirista).
Em seu 7º filme, o diretor fala de um tema também constante em suas obras: o sexo. Tendo como título “Tudo que você sempre quis saber sobre sexo mas tinha medo de perguntar”, a produção trata, obviamente, de assuntos relacionados ao comportamento sexual dos homens em suas relações. Além disso, Allen trabalha com o humor, outra constante de sua obra. E, como não dizer, ao final há também uma analogia racional ao comportamento humano: quando o corpo é comparado com uma máquina.
No ano de 1973, Woody Allen dirigiu, atuou e produziu o roteiro de “O dorminhoco”, filme que conta a história de um saxofonista que, após 200 anos congelados, retorna à vida em um período totalmente diferente ao que estava acostumado viver. A obra é trabalhada sempre com muito humor, mas traz à tona questões questionadoras, como o fato de o tal homem congelado, ao acordar, encontrar toda uma sociedade controlada por um “Grande Líder”, ditador que controla a vida de todos os demais membros dessa sociedade. Outra grande característica do autor é revelada aí: levantar grandes questionamentos, mesmo que imersos de muito humor e sátiras, talvez, um pouco forçadas.
“A última noite de Boris Grushenko”, de 1975, conta a história de Boris Grushenko (interpretado pelo próprio Woody Allen), um covarde que busca o amor de um prima, que, por sua vez, é apaixonada por seu irmão, Igor. Boris é mandado para a Guerra e, ao voltar, vive um “romance” com Sonja (sua prima) e planejam um matar Napoleão Bonaparte para acabar com a guerra. Um ponto importante desde filme é a ênfase que ele dá para a questão da morte, que também é tema muito recorrente dos trabalhos de Woody Allen.
Seu 10º filme, “Testa-de-ferro por acaso”, também interpretando, Woody Allen atua como caixa de restaurante, tornando-se testa-de-ferro de um de seus amigos, ao assinar os roteiros de um amigo seu que estava na “lista negra” do McCarthismo. O personagem acaba sendo usado também por mais 2 outros roteiristas, e a história tem seu ponto alto quando o tal “testa-de-ferro” também acaba entrando para a temida lista negra.
Em “Noivo Neurótico, Noiva Nervosa”, de 1977, Allen trabalha com uma comédia romântica que fala sobre relacionamentos amorosos. Também interpretando, ele demonstra ao longo do enredo várias situações vividas em um relacionamento a dois. O filme rendeu a Allen 3 indicações ao Oscar, vencendo em todas: Melhor Roteiro Original, Melhor Direção, Melhor Filme.
No ano seguinte, é a vez de “Interiores”, filme que aborda com grande sutileza e inteligência o distanciamento das relações pessoas. Mesmo com o convívio diário, Allen mostra como as pessoas (através de seus personagens) acabam se tornando estranhos uns para os outros ao deixar a comunicação de lado.
Já em 1979, Woody Allen faria um filme que entraria para a história de todos os seus filmes e de todo o cinema de uma forma geral. Foi lançado nesse ano “Manhattan”, que conta a história de um escritos divorciado que vê sua mulher se juntar a outra e publicar um livro sobre assuntos particulares ao seu relacionamento anterior. Além disso, o escritor acaba se envolvendo com uma jovem de apenas 17 anos, que é apaixonada por ele, mas muito nova. Este filme recebeu indicação ao Oscar de M
elhor Roteiro Original.“Sonhos eróticos de uma noite de verão”, de 1982, conta a história de três casais que resolvem passar um tempo em uma casa de campo para discutir seus relacionamentos amorosos e também seus problemas sexuais. A história tem todo seu clímax a medida que os personagens revelam seus mais íntimos sentimentos e dão margem para que aflore as mais inesperadas paixões.
Outro filme importante na carreira de Woody Allen é “A rosa púrpura do Cairo”, de 1985. Também sendo indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Original, é um filme que trabalha muito com a fantasia, que é considerada por Woody Allen “muito mais interessante que a realidade”. O filme consiste na história mágica que acontece entre uma garçonete e o personagem de um filme, que acaba vindo à vida real, desconhecendo o mundo ao seu redor.
A maioria dos filmes de Woody Allen foram filmados em Nova York, cidade a qual o diretor sempre admirou e que servia de inspiração para os seus filmes. No entanto, puxando um pouco para a atualidade, verifica-se uma grande tendência (talvez uma curiosidade de trabalhar com outros ambientes) de Allen filmar seus filmes na Europa.
Match Point, de 2005, foi gravado em Londres e é considerado o seu melhor filme na década de 20. A história retrata um professor de tênis que vê-se numa enrascada ao se apaixonar por uma mulher fora do casamento, e a partir daí surgem mais problemas que só serão solucionados ao final.
Depois de Match Point o diretor ainda fez mais 3 filmes: Scoop – O Grande Furo (2006); O Sonho de Cassandra (2007); Vicky Cristina Barcelona (2008) e Whatever Works (que ainda não estreeou). Todos esses filmes possuem temáticas que abordam a personalidade dos personagens e mostram claramente seus conflitos e as inesperadas soluções encontradas.
Woody Allen é, sem dúvida, um dos mais brilhantes cineastas existentes e que consegue trabalhar temáticas complexas de maneira fácil e intrigante. Suas obras são de grande valor para quem buscar entender a personalidade e as relações humanas, nos mais diversos graus e loucuras que ela possa apresentar.
Por Cromo Produções
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