quarta-feira, 6 de maio de 2009

Quem foi...

Allan Stewart Konigsberg, conhecido como Woody Allen, nasceu no Bronx, Nova Iorque, no dia primeiro de dezembro de 1935. Filho de Martin Konigsberg e Nettie Cherry.
Quando tinha três anos de idade teve seu contato com filmes. Sua mãe o levou para assistir Branca de Neve, e desde então as salas de cinema viraram sua segunda casa. Em sua infância, Woddy lembra que seu filme predileto era Wilder’s Double Indemnity.
No primeiro ano da escola foi colocado em uma sala adiantada porque teve seu QI considerado alto. Mas ele odiava as aulas e tornou-se um rebelde. Não fazia suas tarefas de casa, era agressivo com os professores e às vezes perturbava a aula. Era muito bom em esportes. Gostava muito de boxe e treinou por alguns meses, mas seus pais pediram para que parasse. Porém, esportes e filmes não eram apenas seus interesses. Ele era obsessivo por mágica e música; mais tarde características elementares em seus filmes. Quando completou 15 anos, foi a um programa de TV chamado O Palhaço Mágico. Fez um show de mágica com garrafas para crianças.
Na primavera de 1952, Allan S. Konigsberg mudou seu nome para Woody Allen. Ele tinha 16 anos e começou a escrever piadas e mandá-las para o jornal de Nova Iorque, esperando que eles as usassem na coluna de piadas. Por ser tímido, ele não queria que os amigos de sala vissem seu nome nos jornais. Logo então, seu nome apareceu com frequência na coluna de Earl Wilson. Todavia, em 25 de Novembro de 1952, ele teve seu primeiro crédito no final de uma coluna. Com isso, Woody tornou-se um verdadeiro escritor comediante.
Em 1953 inscreveu-se para Universidade de Nova Iorque. Não estava muito entusiasmado para ir às aulas com frequencia e tirou notas baixas no fim do semestre. A falta de humor dos professores fez com que estes não gostassem dos trabalhos engraçados do artista. Depois de um semestre, ele estava fora da universidade.
Em 1959 começou sessões de terapia com psiquiatras, pois estava sentindo-se melancólico sem razão identificável. Pela sua longa experiência em tratamentos com analistas, suas piadas sobre este assusto eram comuns em seu trabalho.
Sua primeira namorada e depois mulher foi Harlene Rosen. Ele tocava soprano sax e ela tocava piano. Woody e Harlene se casaram em Hollywood no dia 15 de março de 1956. Logo depois disso, ele encontrou seus futuros empresários Charles H Joffe e Jack Rollins.
Uma constante nos filmes de Woddy Allen são suas "musas". Ele sempre fez séries de filmes com uma determinada atriz, como Diane Keaton (nos anos 70) e Mia Farrow (nos anos 80). Sobre isso, ele fala: "Muitas vezes eu tinha uma determinada atriz em mente quando preparava um roteiro. Durante anos escrevi especificamente para Diane, depois para Mia”.
Ingmar Bergman é a grande paixão do cinéfilo Allen. A influência do cineasta sueco marca presença em vários momentos de sua obra - tanto nos dramas ("Interiores", "Setembro", "A Outra Mulher") quanto nas comédias ("Sonhos Eróticos Numa Noite de Verão").
Sobre a rotina de trabalho, Allen diz: "Tenho um método bem prosaico. Trabalho numa máquina de escrever, a mesma desde que eu tinha dezesseis anos - não tenho computador. Paguei uns quarenta dólares pela máquina, e o cara que me vendeu disse que ela ainda estaria firme bem depois de eu ter morrido. Me pareceu um bom argumento. Mas o que eu faço é, quando me ocorrem as idéias, o que acontece vez por outra, anoto-as num papel, ou numa caixa de fósforos, e guardo-as numa gaveta”.
Sua vida pessoal, que ele gostava de manter preservada, virou escândalo em 1992, quando veio à luz seu romance com a enteada de 21 anos, a coreana Soon-Yi Previn, filha adotiva da atriz Mia Farrow, sua companheira e atriz principal ao longo de dez anos. Allen casou-se com Soon-Yi, mas felizmente o "escândalo" não afetou sua produtividade nem seu brilho como diretor.

Por Cromo Produções

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