Oi galera! A partir de hoje aqui no blog vamos iniciar uma série de posts em homenagem ao grande diretor Woody Allen. Até a metade da semana que vem colocaremos aqui um estudo completo sobre vida e obra de Woody. Enquanto isso vamos postando críticas sobre filmes do diretor, e curiosidades e fatos sobre sua carreira. Para começar, duas críticas sobre filmes importantes de Woody, feitos em épocas diferentes: Manhattan, comédia romântica de 1979, e seu mais recente sucesso Vicky Cristina Barcelona, de 2008. Confiram!
Manhattan é uma comédia romântica, lançada em 1979, e que pôs Woody de volta a um patamar de sucesso de crítica e público, após ter feito o drama “Interiores”, que pouco agradou. A história é uma verdadeira declaração de amor de Woody à cidade de Nova York, mas o diretor vai além: constrói um roteiro que analisa de forma leve, irônica e genial os relacionamentos humanos. Com doses de amor e muito bom humor, o filme retrata problemas do cotidiano e desencontros amorosos, tão comuns a qualquer pessoa.
Resumindo o filme, ele conta a trajetória de um escritor de meia-idade divorciado, Isaac Davis (Woody Allen), que se sente em uma situação constrangedora quando sua ex-mulher, Jill, decide viver com outra mulher e publicar um livro, no qual revela assuntos muito particulares do relacionamento deles. Neste período ele está envolvido com uma jovem de 17 anos, Tracy, que acaba se apaixonando por ele. No entanto, ele sente-se atraído por uma pessoa mais madura, Mary, a amante do seu melhor amigo, Yale, que é casado com Emily.
Com atrizes renomadas, como Diane Keaton ( Mary) e Meryl Streep (Jill), o filme atrai pela história simples, pelos detalhes e cenários, apesar de ser em preto e branco. Os personagens são bem construídos, porém, aquele mais denso e que mais chama atenção é o protagonista Isaac. Arrogante, narcisista, confuso, bem humorado e amante de sátiras, Isaac é complexo, e talvez esse seja o grande mérito de Woody – além de sua bela interpretação.
A fotografia merece um comentário à parte: feita novamente por Gordon Willis (com quem Woody fez vários filmes), ela se destaca quando é totalmente escura, deixando a tela preta, e ouvindo-se apenas a voz dos atores. Outro detalhe é a quase ausência de trilha sonora, que aparece com um pouco mais de freqüência da metade para o final do filme.
Os enquadramentos são sensacionais, e o uso de câmera fixa em grande parte do longa (principalmente no início e fim) não deixa o filme perder a qualidade. Muitas vezes, os personagens aparecem conversando fora do enquadramento, ou muito próximos ao canto da tela. Em outros momentos, o personagem filmado não é o que está falando, ou seja, Woody foca na reação de quem está ouvindo a conversa.
Manhattan é um filme divertido, leve, com final romântico, porém sem ser água-com-açucar. No geral, faz o espectador pensar sobre suas relações e refletir em como a vida dá voltas e as coisas que parecem estar tranqüilas, podem mudar de uma hora pra outra. A instabilidade e imprevisibilidade dos relacionamentos humanos é a peça chave do filme, que é, sem dúvida, um dos grandes clássicos da carreira de Woody Allen.
Resumindo o filme, ele conta a trajetória de um escritor de meia-idade divorciado, Isaac Davis (Woody Allen), que se sente em uma situação constrangedora quando sua ex-mulher, Jill, decide viver com outra mulher e publicar um livro, no qual revela assuntos muito particulares do relacionamento deles. Neste período ele está envolvido com uma jovem de 17 anos, Tracy, que acaba se apaixonando por ele. No entanto, ele sente-se atraído por uma pessoa mais madura, Mary, a amante do seu melhor amigo, Yale, que é casado com Emily.
Com atrizes renomadas, como Diane Keaton ( Mary) e Meryl Streep (Jill), o filme atrai pela história simples, pelos detalhes e cenários, apesar de ser em preto e branco. Os personagens são bem construídos, porém, aquele mais denso e que mais chama atenção é o protagonista Isaac. Arrogante, narcisista, confuso, bem humorado e amante de sátiras, Isaac é complexo, e talvez esse seja o grande mérito de Woody – além de sua bela interpretação.
A fotografia merece um comentário à parte: feita novamente por Gordon Willis (com quem Woody fez vários filmes), ela se destaca quando é totalmente escura, deixando a tela preta, e ouvindo-se apenas a voz dos atores. Outro detalhe é a quase ausência de trilha sonora, que aparece com um pouco mais de freqüência da metade para o final do filme.
Os enquadramentos são sensacionais, e o uso de câmera fixa em grande parte do longa (principalmente no início e fim) não deixa o filme perder a qualidade. Muitas vezes, os personagens aparecem conversando fora do enquadramento, ou muito próximos ao canto da tela. Em outros momentos, o personagem filmado não é o que está falando, ou seja, Woody foca na reação de quem está ouvindo a conversa.
Manhattan é um filme divertido, leve, com final romântico, porém sem ser água-com-açucar. No geral, faz o espectador pensar sobre suas relações e refletir em como a vida dá voltas e as coisas que parecem estar tranqüilas, podem mudar de uma hora pra outra. A instabilidade e imprevisibilidade dos relacionamentos humanos é a peça chave do filme, que é, sem dúvida, um dos grandes clássicos da carreira de Woody Allen.

Agora vamos falar de Vicky Cristina Barcelona. Lançado em 2008, o filme já é considerado um dos grandes sucessos de Woody no século XXI (muitos críticos consideram essa fase da carreira do diretor a menos fértil, iniciada em 2000 com a parceira com a DreamWorks).
A história (o roteiro é de Woody) retrata uma viagem à Barcelona de duas amigas americanas, que têm visões totalmente diferentes sobre relacionamentos amorosos. Vicky (Rebeca Hall) está noiva de Doug (Chris Messina) e acha que sua vida está perfeita e indo conforme seus planos. Cristina (Scarlett Johansson) acaba de terminar um namoro e ainda não sabe o quer da vida, sabe apenas o que não quer. Nesse contexto, as duas acabam se envolvendo com um sedutor pintor espanhol, Juan Antonio (Javier Barden), e sua depressiva mulher, Maria Elena (Penelope Cruz, que ganhou Oscar de melhor atriz coadjuvante por sua ótima atuação).
Mais uma vez Woody trabalha com a temática do amor, e sua natureza mutante, imprevisível, prazerosa e sufocante que move todo os outros ingredientes da vida. E tudo isso imerso em cenários belíssimos de Barcelona, que encanta os espectadores e desperta a sensação de que a cidade é cheia de prazeres e emoções intensas. A narração usada durante todo o filme, é um importante recurso que expõe situações e sentimentos dos personagens.
Os personagens são todos complexos e instáveis. Da mesma forma, a trilha sonora não só completa como também compõe aquele universo repleto de paixões e personalidades temperamentais. É nesse contexto que conseguimos perceber certa dualidade entre os casais do longa: enquanto Doug e Vicky representam a razão, o puritanismo e até mesmo, o apego a coisas materiais, Juan e Maria são pura emoção, liberalismo e o gosto pela arte. Cristina encontra-se no meio dessa situação, sempre em busca de satisfação e felicidade, nem sempre alcançada.
A fascinação de Juan por Maria, bastante evidente mesmo depois dela tê-lo esfaqueado, é um ponto que Woody usa para dizer que o amor só é perfeito quando é idealizado, ou seja, quando ele não acontece, como a própria Maria afirma em um diálogo (aliás, muito interessante a mistura de diálogos em espanhol e inglês). Dentro disso, Cristina acha que se sente parte daquela família, quando na verdade, ela é apenas um elemento para que Juan e Maria consigam viver em paz. Acredito que esses dois aspectos sejam os mais interessantes do longa.
Assim como em Manhattan, muitas vezes o diretor foca a câmera não no personagem que fala, mas naquele que ouve e em sua reação. Em alguns momentos, os personagens encontram-se fora do enquadramento enquanto conversam. Aliás, o filme contém planos bem legais, como na cena em que Vicky e Juan ficam juntos no parque, que passa a sensação de forte união entre os dois.
Vicky Cristina Barcelona contém um roteiro muito bem escrito e uma trajetória bem conduzida por Woody, e é um filme muito divertido. É, sem dúvida, mais um grande acerto do diretor, que recebeu ótimas críticas após os fracassos de Scoop e o Sonho de Cassandra.
Por Tabata Viapiana
legal,tabata!
ResponderExcluirobs>
1 Os enquadramentos são sensacionais - explicar
2 prefira allen a woody
3 foca na reação de quem está ouvindo a conversa. - referencia a bergman, um dos preferidos de wa
do vicky
ResponderExcluirdá uma geral. se pusesse um foco em um aspecto da narrativa poderia ter aprofundado um pouco. acho q a imprevisibilidade e iddealização/não idealização do amor seria um bom ponto.
legal a observação da recorrencia no uso da ação fora de campo.
do scoop - é um filme q deve ser resgatado, especialmente porq remete à questão do ilusionismo, diretamente ligada à idéia de cinema.
cassandra - observar a reflexão ética q o filme permite - talvez essa exposição do ser humano de modo tão bruto (primitivo)torne o filme menos palatável.
oi profe, obrigada pelas observações. quando eu disse que os enquadramentos são sensacionais, eu acho que me expressei mal, eu quis dizer também que eles me agradaram muito, hahaha mas enfim. quanto a influência de bergman, esqueci de comentar disso.. aliás, o allen fez vários filmes inspirados nas técnicas de bergman, como Setembro. mas acho que é bom falar disso no estudo completo dele!
ResponderExcluirSobre o vicky, eu pensei em aprofundar um pouco na idealização ou não idealização do amor, mas fiquei com medo que o post ficasse muito comprido e ruim de ler.
quanto ao scoop e ao cassandra, a gente vai trabalhar neles sim, mesmo não tendo boas críticas, são filmes importantes, cada um com suas características né!